Cada momento ...
  

Cativa-me ...

                                                            (Sylvia Cohin)

 

Invade meu coração docemente... sem que eu perceba, derruba minhas bastilhas

e deixa-me exposta, assim, nua... despida de todas as defesas,

entregue ao mistério da magia tua...

Desfaz com o toque mais suave a resistência de meus músculos,

alivia esta pressão em minha nuca e cobre com teus beijos,

a lassitude que pouco a pouco me domina...

 

Cativa-me... com teus olhos amorosos adentra minh´alma !

Percorre meu interior com a calma desse olhar iluminado,

fita-me longamente, em silêncio total...

deixa que eu escute o murmúrio de teu coração...

recebe minha entrega como um ritual

 

Cativa-me...

Aquieta essa agonia, essa premência, com tua paz... ensina-me como se faz...

contamina meu coração de serenidade, e segreda aos meus ouvidos os mais doces versos

de um amor quase divino, as confissões de um menino, os desejos do amante,

as verdades do amigo, do irmão, os cochichos tão antigos...

(cont.)



Escrito por Sueli às 22h15
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                                                               (Parte 2)

Cativa-me!!

Meus sentimentos com capricho enlaça e cuidadosamente,

sob o manto de tua intimidade, aninha-me nesse laço...

dá-me a confiança há muito roubada, restaura a insegurança ilimitada...

 

Cativa-me...!

Perde comigo o tempo necessário e me resgata !

Afugenta meus temores, liberta-me de falsos amores,  acorda-me !

desperta-me do sono que domina a mulher e a menina...

acorda em mim a alegria esfuziantedos insensatos amantes...

enfeita o caminho por onde vou passar com as flores mais bonitas e coloridas fitas...

 

Cativa-me !!

Tira-me de dentro de mim!! Ensina-me os passos rumo ao infinito

e nesse torpor bendito,ao meu lado... mansamente... colhe o fruto semeado,

depois de me ter cativado!!



Escrito por Sueli às 22h11
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Ah, que vontade de brincar

 

Brincar de esconde-esconde

acha-acha

beija-beija

lambe-lambe

chupa-chupa

come-come

 

Cabra-cega

que encontra

que pega

que puxa

que abraça

que amassa

 

Brincar de roda

que para

que puxa

que encosta

que agarra

que prensa

 

Bate-Cara

na parede

acusado

atrás de mim

me sentindo

me prensando

 

Duro ou mole

sempre atento

sempre pronto

sempre alerta

sempre duro

nunca mole

 

Brincar de joguinho

que joga

que entra

que sai

que rola

que vai

que vem ...

 

(Sueli)

 

 



Escrito por Sueli às 22h53
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Coisa abstrata ... outra vez

 

Ontem, um texto encontrado na Internet tocou-me muito, por isso resolvi aqui publicá-lo. Mal sabia eu que ele estava descrevendo exatamente o que venho sentindo por todos estes últimos dias. Hoje, relendo-o, caiu a ficha. Eu não sabia que nome dar a esta sensação de bola que começa no estômago, explode no peito, sobe pela garganta e se derrama pelos olhos. Agora já sei, vou chamá-la de “coisa abstrata”. Essa coisa que fala sem ter voz, grita sem ter garganta, estrangula sem ter mãos, arrebenta sem ter piedade ... Coisa abstrata que tudo me conta, sem mesmo perguntar se desejo saber, que me mostra caminhos pelos quais não quero ir e me impede de andar por aqueles tortuosos, mesmo que o deseje. Que me mostra perigos que desejo enfrentar, que me fala de juízo quando quero perdê-lo todo, que me mostra segurança quando o que mais quero é cair no abismo. Que me impede de ser enganada, mesmo que, por um momentinho apenas deseje ser objeto do engano ... Que mal faria um pouquinho de ilusão? Não! Sou obrigada a saber de tudo, a conhecer tudo, a sentir tudo.

 

Às vezes, pedem-me provas quando me abro  ... Provas? (risos) Não conhecem minha “coisa abstrata” ... Ela dispensa provas porque não precisa que nela acreditem. Basta manifestar-se. Eu e quem mais estiver envolvido saberá que ela está a dizer a verdade. Ela não precisa que haja confissões, cada um deve apenas engolir a sua porção. Minha “coisa abstrata” também sabe ser cruel. Sacode-me tanto que me deixa enferma. Tento lutar contra ela, principalmente quando seu objetivo é afastar-me do que ou de quem amo. Mas ela sempre vence ...

 

Estou novamente me sentindo tão fraca, sem forças para acreditar no que gostaria de acreditar, sem forças para continuar me enganando ... ela não deixa, não está deixando mais. Cada vez se mostra mais próxima, clara e indubitável ... ela está me vencendo ... outra vez.

 



Escrito por Sueli às 17h47
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Coisa Abstrata

Já tomou conta de mim, o receio,
Essa dor.
A antecipação...
Pisa forte, fundo nas minhas entranhas,
nos meus sentidos.
A profundidade...
Entra, cava, abre caminhos, não pede licença.
A eterna angústia...
Me sacode, derruba, suga energia, machuca,
Não pede perdão.
Depois me afaga, me embala, me anima, embriaga
A felicidade...
Antes, porém, se define, se retrata, quase me mata.
É coisa abstrata...
Paixão.

     (Claudia Letti)



Escrito por Sueli às 21h59
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Livros

 

DOLORES REINVENTADA

Wally Lamb

(livro - Romance)

 

Os primeiros capítulos, confesso, desanimaram-me um pouco. Quase desisti da leitura, porém, o interesse foi crescendo à medida que uma certa identificação com a personagem principal foi notada. Descobrir que detalhes tão pequenos de minha infância e adolescência também fazem parte da vida de outras meninas, mesmo vivendo em outro continente foi, no mínimo, instigante. Mais instigante ainda, foi saber que é um livro escrito por um homem, pois existem certas coisas que somente nós “meninas” saberíamos descrever tão bem. Chego a arriscar o palpite de que ele tenha sido muito bem assessorado por alguma mulher. Mas o que importa, é que no final, congratulei-me por não ter desistido da leitura. É uma ficção, com cara de auto-biografia, bastante coerente e interessante.

(Sueli)



Escrito por Sueli às 17h01
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